quinta-feira, 7 de março de 2019

Bolsonaro pede ‘sacrifício’ a militares na reforma da Previdência e promete lembrar ‘especificidades das forças’

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (7), que os militares precisarão fazer sacrifício com a nova Reforma da Previdência, mas prometeu que as especificidades de cada uma das forças serão respeitadas.
“O que eu quero aos senhores é sacrifício também. Entraremos sim, numa nova Previdência que atingirá os militares, mas não deixaremos de lado, não esqueceremos, as especificidades de cada força”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada durante cerimônia de celebração dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais no Centro do Rio de Janeiro.
A proposta de reforma previdenciária foi entregue pelo governo ao Congresso no dia 20 de fevereiro e não incluía os militares. Na ocasião, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que em até 30 dias o governo apresentaria um projeto com mudanças nas regras para aposentadoria dos militares.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) só deve votar a constitucionalidade da reforma da Previdência após o governo apresentar as regras para os militares.
“Avisei o governo que vai ser muito difícil tramitar a PEC sem o envio do projeto dos militares. Já me comprometi com o governo que só voto o [projeto dos] militares no dia seguinte que terminar de votar a emenda constitucional”, afirmou Maia em São Paulo, no dia 25 de fevereiro.
Presidente Bolsonaro participa de cerimônia no Rio 
O discurso do presidente aos militares durou menos de 4 minutos. Além de falar sobre a Previdência, Bolsonaro disse que quer fazer do Brasil um país de primeiro mundo e que reconhecerá os militares neste contexto.
“Temos uma missão de mudar o Brasil. Esse foi nosso propósito, essa foi nossa bandeira ao longo de quatro anos andando por todo Brasil. O que eu quero para o senhores, meus irmãos militares, vocês conversando, ouvindo, debatendo uma retaguarda jurídica para que vocês possam exercer seus trabalhos, em especial nas missões extraordinárias da tropa”, afirmou o presidente.
Bolsonaro disse ainda que a “democracia e liberdade só existe quando as suas respectivas Forças Armadas assim o quer” (sic).

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