sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Viúva da Mega-Sena é condenada a 20 anos de prisão por planejar morte de marido

A ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida foi condenada, na noite desta quinta-feira, a 20 anos de prisão por ter planjeado a morte do ex-marido, Renné Senna, ganhador da Mega-Sena, em janeiro de 2007. A sentença foi dada pelo juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, após três dias de julgamento. Adriana será presa e não poderá recorrer em liberdade por risco de fuga.
– Meu tio não vai voltar, mas a mandante foi condenada. Foram dez anos de espera. É muito tempo, mas a justiça foi feita. Tudo tem seu tempo – comemorou Cristiane Ribeiro Senna, 33 anos, sobrinha de Renné.
O advogado de Adriana, Jackson Costa Rodrigues, disse que vai recorrer da sentença:
– Fiquei surpreso. Entendo que não havia provas. Vou impetrar recurso e pretendo anular o julgamento, com base nessa falta de provas, além de várias falhas na investigação e até documentos adulterados. Também vou recorrer para que ela possa aguardar esses recursos em liberdade
A promotora Priscila Xavier disse ter ficado satisfeita com a sentença e não irá recorrer:
– O Ministério Público está satisfeito. No primeiro júri, ela foi absolvida, mas entendemos que havia provas suficientes, e o tribunal concordou. Dessa vez, achei a pena adequada e não vou recorrer – disse.
Adriana chegou a ser julgada em 2011, mas foi inocentada. Três anos depois, a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça. Isso porque o motorista Otávio dos Santos Pereira, genro do milionário, denunciou quebra de incomunicabilidade de dois jurados. Segundo o Código de Processo Penal, nesses casos, é decretada a nulidade do julgamento, já que os jurados não podem ter contato entre si, com testemunhas ou com o mundo exterior, para evitar que sejam influenciados. Eles teriam ido a um posto de gasolina em frente ao hotel.
Os executores, Anderson de Souza e Ednei Pereira, ambos ex-seguranças de René, e que teriam sido contratados por Adriana, foram condenados em 2009 a 18 anos de prisão.
EXTRA
LIQUIGÁS

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