Nos
primeiros 15 dias do ano o número de homicídios no Rio Grande do Norte
já soma 60 registros pelo Instituto Técnico Científico da Polícia do
estado. A média é de 4 homicídios por dia. De acordo com o Presidente do
Conselho dos Direitos Humanos, Marcos Dionísio, “a vulnerabilidade da
segurança e o alto índice na criminalidade” são os principais fatores
para número considerado tão elevado pelo especialista.
“Na verdade são vários os fatores para a alta quantidade de
homicídios no estado, e o primeiro deles é a crise na segurança pública.
As quadrilhas e os criminosos não encontram dificuldades para executar
suas ações dentro do Rio Grande do Norte, isso porque o Estado não tem
priorizado o setor. Outro fator importante e que deve ser destacado é a
facilidade com que circula armas e drogas pelas nossas fronteiras, é um
absurdo”, disse.
O envolvimento de jovens de 16 a 29 anos em homicídios também é
preocupante. De acordo com Marcos Dionísio, isso se dá pela facilidade
de jovens terem acesso cada vez mais cedo a drogas e armas. “Hoje o
jovem tem uma facilidade maior e cada vez mais cedo de acesso às drogas e
armas, o que também é resultado da vulnerabilidade das nossas
fronteiras”, finalizou.
A equipe do O Jornal de Hoje ouviu o Delegado Geral da Polícia Civil,
Ricardo Sérgio, que justificou o alto índice de homicídios não só pela
ausência de segurança, mas também por se tratar de uma crise em várias
questões sociais. “São muitos os motivos que levam um cidadão a cometer
um homicídio, mas as questões sociais como saúde, educação e melhores
condições de vida são fatores que envolvem o jovem ou adulto na
criminalidade e esse é um mundo muitas vezes sem saída”, afirmou.
A quantidade de mortos em 2014, de certa forma, mantém o desempenho
assustador do Estado na questão da violência urbana registrado no ano
passado. Nos doze meses da temporada 2013, o Itep potiguar contabilizou
cerca de 1,6 mil execuções, o que mantém uma média próxima do ano novo.

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