Morreu, neste domingo (5), o cantor Nelson Ned, aos 66 anos. Ele
estava internado no Hospital Regional de Cotia desde a tarde desse
sábado (4), quando foi diagnosticado com quadro grave de pneumonia, e
não resistiu a complicações do quadro clínico, de acordo com informações
da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Nascido em Ubá, na Zona da Mata, o “pequeno gigante da canção”,
apelido que recebeu por seu 1m12 de altura, se consagrou na década de 60
como uma das vozes românticas mais famosas do Brasil, e seu sucesso
internacional veio com a gravação de vários discos em espanhol. Teve
composições gravadas por Agnaldo Timóteo e Moacyr Franco, entre outros
cantores.
Ídolo em países como Argentina, México e Colômbia, Nelson Ned
enfrentava problemas de saúde há vários anos e que se agravaram em 2003
quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).
Como consequência do AVC, o intérprete de Tudo Passará -
música regravada mais de quarenta vezes - perdeu a visão de um olho e
precisava se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, além de
enfrentar diabetes, hipertensão arterial e foi diagnosticado também com
Mal de Alzheimer em fase inicial. Desde o ano passado, ele vivia em uma
clínica de repouso.
Ned se converteu nos anos 90 à religião evangélica e passou a
interpretar com sucesso músicas do gênero religioso, também em português
e espanhol. Em 1996, lançou a biografia O Pequeno Gigante da Canção.
Com 45 milhões de cópias de discos vendidos em todo o mundo, o
artista foi o primeiro latino-americano a vender um milhão de discos no
mercado dos Estados Unidos, onde se apresentou junto com o espanhol
Julio Iglesias e o americano Tony Bennett e no qual encheu três vezes o
mítico Carnegie Hall, em Nova York.


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