segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Três adolescentes são mortos a tiros no fim de semana

Romário Melo de Souza, 16 anos, foi o terceiro adolescente morto a tiros de revólver no decorrer de três dias em Natal. A vítima foi baleada com um tiro na cabeça, na rua casa da namorada, situada na rua dos Transmissores, bairro Nordeste, Zona Oeste de Natal. 

De acordo com  a polícia, podia ter ocorrido uma tragédia maior, porque o crime é um mistério e pessoas da comunidade, inclusive, suspeitaram de que o autor do homicídio seria alguém da família da namorada, que sofreram  ameaças de linchamento, além de duas irmãs e a mãe dela. Os outros dois homicídios por arma de fogo ocorreram em Cidade Nova e no Potengi.

Na manhã do sábado (15), Lucinaldo Bezerra, de 17 anos, foi morto na rua Ivo Furtado, 469, em Cidade Nova, por dois homens que estariam numa motocicleta. Há a versão de que a vítima estaria bebendo numa viela com amigos e houve desentendimento entre eles, tendo o adolescente sofrido um primeiro disparo no antebraço direito, provavelmente tentando se proteger das balas.

Na tentativa de correr, Lucinaldo ainda foi alvejado pelo menos com outros dois disparos de revólver, pois no local não foi encontrada nenhuma cápsula e duas balas ficaram alojadas nas costas da vítima. A informação da Polícia é que o adolescente estava morando na viela da rua Ivo Furtado, vindo de Nova Descoberta, "escondido" pela mãe em decorrência da ameaça de morte que vinha sofrendo de traficantes de drogas.

Já na madrugada do domingo (16), foi morto enquanto dormia numa rede na sala da casa de número 152, da rua Oiticica, bairro Potengi, na Zona Norte, o adolescente Raimundo Rolemberg Filho, de 16 anos. O jovem seria irmão de um criminoso que cumpre pena por tráfico de drogas no sistema prisional do Rio Grande do Norte.

A Polícia suspeita que Raimundo Rolemberg também tinha envolvimento com drogas e, antes dele ser atingido pelos disparos feitos por dois homens mascarados, o alvo foi uma criança de dez anos, que foi baleada no pescoço e socorrida para o hospital.

O delegado de Plantão da Zona Norte, Marcos Geriz, disse que em casos como esse, no calor da cena do crime, as famílias evitam prestar informações à Polícia, com medo de represálias dos traficantes, mas para preservar a integridade das testemunhas, ele aconselhou a família a depois procurarem o 13º Distrito Policial, que vai presidir o inquérito sobre o crime de homicídio. 

Segundo Geris, geralmente, quando as testemunhas temem pela própria vida, a Polícia "toma o depoimento das testemunhas em local reservado".

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