Romário Melo de Souza, 16 anos, foi o terceiro adolescente morto a
tiros de revólver no decorrer de três dias em Natal. A vítima foi
baleada com um tiro na cabeça, na rua casa da namorada, situada na rua
dos Transmissores, bairro Nordeste, Zona Oeste de Natal.
De
acordo com a polícia, podia ter ocorrido uma tragédia maior, porque o
crime é um mistério e pessoas da comunidade, inclusive, suspeitaram de
que o autor do homicídio seria alguém da família da namorada, que
sofreram ameaças de linchamento, além de duas irmãs e a mãe dela. Os
outros dois homicídios por arma de fogo ocorreram em Cidade Nova e no
Potengi.
Na manhã do sábado (15), Lucinaldo
Bezerra, de 17 anos, foi morto na rua Ivo Furtado, 469, em Cidade Nova,
por dois homens que estariam numa motocicleta. Há a versão de que a
vítima estaria bebendo numa viela com amigos e houve desentendimento
entre eles, tendo o adolescente sofrido um primeiro disparo no antebraço
direito, provavelmente tentando se proteger das balas.
Na
tentativa de correr, Lucinaldo ainda foi alvejado pelo menos com outros
dois disparos de revólver, pois no local não foi encontrada nenhuma
cápsula e duas balas ficaram alojadas nas costas da vítima. A informação
da Polícia é que o adolescente estava morando na viela da rua Ivo
Furtado, vindo de Nova Descoberta, "escondido" pela mãe em decorrência
da ameaça de morte que vinha sofrendo de traficantes de drogas.
Já
na madrugada do domingo (16), foi morto enquanto dormia numa rede na
sala da casa de número 152, da rua Oiticica, bairro Potengi, na Zona
Norte, o adolescente Raimundo Rolemberg Filho, de 16 anos. O jovem seria
irmão de um criminoso que cumpre pena por tráfico de drogas no sistema
prisional do Rio Grande do Norte.
A Polícia
suspeita que Raimundo Rolemberg também tinha envolvimento com drogas e,
antes dele ser atingido pelos disparos feitos por dois homens
mascarados, o alvo foi uma criança de dez anos, que foi baleada no
pescoço e socorrida para o hospital.
O delegado
de Plantão da Zona Norte, Marcos Geriz, disse que em casos como esse,
no calor da cena do crime, as famílias evitam prestar informações à
Polícia, com medo de represálias dos traficantes, mas para preservar a
integridade das testemunhas, ele aconselhou a família a depois
procurarem o 13º Distrito Policial, que vai presidir o inquérito sobre o
crime de homicídio.

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