O juiz criminal da comarca de Caicó, Luiz Cândido de Andrade Villaça,
interditou parcialmente nesta quarta-feira, (14), a ala feminina da
Penitenciária Estadual do Seridó. No final da tarde o magistrado esteve
na unidade prisional para fazer cumprir a decisão, mas, foi surpreendido
por um princípio de tumulto. Um preso foi espancado. Tudo foi
contornado, com os responsáveis identificados e encaminhados ao pavilhão
“A” (castigo).
Com a decisão de interdição, as nove presas que estão no regime
semiaberto passam a não mais dormirem dentro do presídio como vinha
ocorrendo por não existir na cidade uma colônia agrícola para o
comprimento da pena. Dessas apenadas, 6 estão cumprindo efetivamente
suas penas, 2 estão foragidas e 1 de atestado médico.
A preocupação do juiz Luiz Cândido Villaça, surgiu quando esta semana
aconteceu um curto-circuito na rede elétrica da ala feminina do
presídio. O problema energizou algumas paredes do local e danificou os
fios. O temor do magistrado era que alguma das mulheres sofressem
choques elétricos, que pudessem inclusive levá-las a morte.
“Hoje nós temos aqui uma situação insustentável. As presas do
regime semiaberto estão sendo colocadas em regime excepcional para
comparecer à noite para justificar as atividades e retornando para uma
prisão domiciliar, a qual será fiscalizada pela direção do Presídio e
por este juízo“, disse o juiz Luiz Cândido.
Nesta quinta-feira, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado –
SEJUC, será oficiada para que proceda com a desocupação da ala feminina
do Presídio de Caicó.
“Nós lutamos muito para não chegar a esse ponto, mas como não
houve resposta por parte do Governo do Estado no sentido de promover a
reforma devida no presídio então não vimos outra maneira de agirmos, até
porque a vida dessas presas está em risco, podendo sofrer uma descarga
elétrica a qualquer momento e morrer. Nós estamos deixando bem claro que
a responsabilidade nessa parte de carência de estrutura no presídio é
do Governo do Estado“, relata.
O juiz ainda denunciou a falta de monitoramento por câmeras, de luz
em determinados setores da unidade, e o fato de um apenado da casa estar
fazendo manutenção em fiações danificadas. Outro fato que chegou ao seu
conhecimento é que recentemente foi realizada a compra de determinados
materiais por parte da direção sem que tenha havido o devido repasse
financeiro para custear tais despesas ou seja, do próprio bolso já que o
presídio não tem renda própria.
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