sábado, 1 de outubro de 2016

Desgastado pelas crises política e econômica, PT encolhe nas eleições municipais

Somente nos últimos 10 dias, o PT sofreu mais uma série de golpes em sua imagem que colaboraram para minar ainda mais o que resta de sua inserção junto ao eleitorado brasileiro. Nesse intervalo, o ex-presidente Lula e a senadora Gleise Hoffman viraram réus na Operação Lava Jato, enquanto os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci foram presos por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. Isso sem mencionar o recente impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Somem-se a isso os problemas na condução da política econômica, que culminou com uma forte recessão e taxa de desemprego de 11,8% no país, o que dá um total de 12 milhões de pessoa sem ocupação formal e é possível entender o enfraquecimento do partido nas eleições de 2016.
Levantamento feito pela Direção Nacional do PT mostra que a legenda terá, com praticamente o mesmo número de filiados, 46% menos candidatos a prefeito (1.829) e 47% menos candidatos a vereador (992) do que teve em 2012.
Os petistas apontam três motivos para essa diminuição: o sentimento antipetista amplificado pelas revelações da Operação Lava Jato, a proibição das doações empresariais e o processo de impeachment de Dilma, que distanciou o PT de aliados tradicionais e restringiu sua política de alianças. Segundo o Datafolha, o PT registra hoje somente 9% de preferência partidária na capital Paulista, muito abaixo para padrões antigos da legenda.
IG
LIQUIGÁS

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